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samuca




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Atualmente: Offline
PublicarPublicado: Mon Sep 28, 2026 10:05 pm Assunto da postagem: No icon Cunhada Responder com citação

Passados alguns meses desde o início do nosso acordo de quitação da dívida, o pagamento vinha sendo cumprido semanalmente como combinado, longe dos olhares da família e nos encontrando na rua de trás da casa dela e partindo para o motel de sempre.

​Com o tempo, esse encontro semanal acabou criando um ritual que reduziu drasticamente a distância entre nós dando espaço para criar intimidades. Assuntos pessoais surgiam frequentemente em tom de desabafo, as saídas para balada foram se tornando escassas, deixando a mim como o centro daquela rotina.

​Recentemente, surgiu a tentativa de um novo empréstimo sob o mesmo modelo de pagamento, alterando apenas o prazo para uma data bem mais distante. Percebi que o valor solicitado não era realmente necessário e que, mesmo que fosse, agora, haveria a alternativa evidente de recorrer a um banco. Sentindo que havia algo não dito por baixo daquele pedido, recusei o novo crédito e seguimos.

Grupo de compras Alegria de Pobre
​Algumas semanas depois, um evento familiar coincidiu com o feriado em que ocorreria o nosso encontro. Sem qualquer combinação prévia, o encontro foi implicitamente adiado por razões óbvias. Houve trocas de olhares ao longo do dia, contatos físicos curtos, mas nenhum dos dois tocou no assunto ou deixou transparecer que existia qualquer negócio entre nós.

​Horas mais tarde, passada a euforia do almoço e com a cozinha já bem menos movimentada, nos encontramos por acaso. Com o olhar sério, a pergunta veio de forma seca com a voz contida:

​— Independente da hora em que sairmos daqui — e espero que seja mais cedo do que tarde —, nos encontraremos no local de sempre?

​Me senti desconcertado com a forma direta da abordagem. Pensei por alguns segundos e respondi:

​— Melhor deixarmos para amanhã ou depois, com mais calma. Não se preocupe.

​(Houve um segundo questionamento imediato).

- Por acaso está me evitando?

Apenas sorri, acenei negativamente com a cabeça e concordei em nos encontrarmos mais tarde, mas sem definir um horário fixo.

​Ao tentar me afastar, fui segurado pelo braço e questionado sobre a minha presença. Recolhi o braço devagar, mantive o olhar firme e disse que já havia dito sim, pedindo que se acalmasse. Logo uma nova pergunta surgiu em tom mais baixo ainda, quase um sussuro.

- É mesmo necessário ficar se esfregando com a minha irmã?

Minha postura ficou erguida e meu olhar fixo nela, a energia do ambiente se estabilizou de imediato, deixando claro quem estava no comando da situação. Não respondi com palavras e as horas se passaram. A luz do poste na esquina projetava uma sombra esticada assim que dobrei a rua do nosso ponto de encontro habitual. Ela já estava lá, encostado no muro, inquieta, trocando o peso do corpo de um pé para o outro. O celular nas mãos dava um ar fantasmagórico, iluminando o seu rosto de baixo para cima, sendo usado mais pelo nervosismo do que pela necessidade. A ansiedade dela era quase física, um ruído tátil na penumbra da noite.

​— Você demorou — disse ela, a voz carregada de uma irritação mal disfarçada assim que entrou no meu carro. — Achei que a festinha da família ia durar a noite toda. Pelo visto, arrumou tempo quando achou conveniente.

​Não respondi de imediato. Apenas mantive as mãos no volante e arranquei em velocidade baixa, sinalizando com um gesto sutil que íamos em direção ao motel de sempre. O silêncio era quebrado apenas pelo estalar dos pneus no asfalto e respirações profundas.

​— Não era um compromisso flexível e você sabe — continuei, com a voz plana, sem qualquer margem para drama. — E o dia de hoje não pertencia apenas a nós.

​A tela do celular se apagou mais uma de muitas vezes e ela lançou um olhar de soslaio. Havia um tom amargo ali, uma pitada ridícula de ciúme por ter tido o seu momento semanal preterido por conversas banais de almoço familiar. A ideia de que o nosso ritual pudesse ser adiado ou ajustado conforme a conveniência a desestabilizava profundamente. Chegamos ao motel e no quarto que sempre íamos quando não estava ocupado. O lençol branco parecia nos esperar com a mesma neutralidade de sempre, mas o ar entre nós estava denso. Ao entrarmos, ela não perdeu tempo: tirou a própria roupa com uma força desnecessária, fazendo um ruído seco.

Se ajoelhou na minha frente, abriu o ziper da minha calça e começou um oral forte e profundo com meu pau ainda "meia bomba". A medida que foi ficando mais ereto, sentia a glande encostar na garganta e junto vinha um som de vômito, e quando puxava saia uma saliva espessa, não sei ao certo mas pela dormência, ela deve ter ficado nisso uns 10 minutos com a maior parte do tempo me olhando de baixo pra cima com o rosto vermelho e os olhos marejados de lágrimas.

Me livrei da roupa e ela já veio por cima, sentando e aproveitando a lubrificação da própria baba. Naquele instante me senti refém, porque ela estava sentando forte, pressionando a pélvis em mim com um ritmo bem mais acelerado que o normal, e eu não tinha controle nenhum ali. Durante todo o tempo eu nunca tinha visto ela colocar tanta pressão nos movimentos. Gozei fartamente e ela percebeu dizendo.

​— Está aí. Como combinado.

​Peguei parte da minha roupa e segui para o banheiro para me limpar. O olhar dela acompanhava cada movimento meu, o peito subindo e descendo em uma respiração curta, contida.

​— Perfeito — falei, parando entre o quarto e a porta do banheiro. Coloquei uma das mãos no batente da porta e olhei diretamente nos olhos dela. — Com essa, restam poucas. Daqui duas ou três semanas, encerramos a conta definitivamente. A informação bateu nela como um golpe físico. A mandíbula travou por um segundo e seus olhos vacilaram, buscando algo na minha expressão que indicasse uma brecha. O alívio de quem se livra de uma dívida não apareceu; em seu lugar, surgiu um micro desespero, uma rigidez que beirava o pânico.

​— Podemos rever isso — disse ela, inclinando o corpo para a frente, apoiando os cotovelos no travesseiro agora jogado ao colo. As mãos se entrelaçaram com força, os nós dos dedos ficando brancos. — O novo empréstimo que pedi semana passada... nós não precisamos fechar tudo agora. Podemos esticar o prazo, calcular os juros. Eu continuo pagando semanalmente, exatamente como fiz até hoje. Nunca atrasei um dia.

​— A sua justificativa para o novo crédito era fraca — respondi, mantendo o tom calmo, quase didático. — Agora você tem limite bancário e outras saídas. Não existe necessidade financeira para esse movimento.

​— Você não entende... — ela começou, a voz subindo meio tom antes de falhar.

​— Eu entendo perfeitamente — interrompi, sem erguer a voz, desconstruindo a cena com a precisão de um bisturi. — O valor não importa para você. O que você está tentando comprar com esse novo pedido não é dinheiro, é a manutenção dessa trepada semanal. Você precisa da dívida porque ela é a única coisa que obriga a minha presença.

​O silêncio que se seguiu foi devastador. Ela piscou devagar, o rosto empalidecendo ligeiramente sob a luz fraca do ambiente. A humilhação de ter a sua dependência exposta e colocada sobre a mesa não gerou revolta; foi aceita com um engolir em seco, um abaixar de cabeça quase imperceptível. Ela permaneceu ali, estática, absorvendo a vergonha de ter a sua verdadeira intenção nua e desprotegida diante de mim. O silêncio que se seguiu à exposição da sua dependência parecia pesar mais do que a própria noite. Ela engoliu em seco, mantendo os olhos fixos na minha direção, desarmada. A humilhação estava ali, nua, mas a necessidade de manter o vínculo falou mais alto que o orgulho.

​— Tudo bem — disse ela, com a voz baixa, quase rouca, recompondo-se a custo.

— Senta aqui por favor, apontando um lugar na cama a sua frente. Vou até a cama e me sento a sua frente, numa média distância e ela retoma.

— Esquece o novo valor. Não preciso do dinheiro. Mas o último ou um dos ultimos pagamentos... não quero fazer no formato de sempre.

​Ela levantou o olhar, buscando alguma firmeza que já não tinha:

​— Se é para encerrar, que seja nos meus termos no último dia. Não quero este lugar neutro. Quero que as últimas partes, nas próximas datas, seja sem esse tom frio de motel. Apenas eu, você na minha casa, minha cama e a quitação segue definitiva. Sem este ambiente improvisado. Meus pais estarão fora para aquela viagem que tanto falam, você deixa o carro na rua de trás onde a gente se encontra, entra e sai sem ser visto. Ela tinha um plano! Era uma tentativa desesperada de resgatar uma migalha de controle sobre o próprio fim. Para ela, mudar o cenário do encerramento era a única forma de não sair daquela história se sentindo totalmente anulada. Analisei a proposta por alguns segundos. Não havia risco real já que ela estaria sozinha, nem prejuízo para o acordo original. A solicitação não alterava o fato de que a dívida acabaria; apenas mudava a geografia no último segundo.

​— Aceito — respondi, de forma seca e direta. — Próxima semana, no local indicado. Longe do motel. Apenas o início do pagamento final.

​A surpresa da minha concordância imediata a travou. Ela esperava um debate, uma recusa ou um cálculo frio de objeção. Ao dizer sim sem hesitar, retirei dela até o atrito da negociação. Ela apenas assentiu devagar, levantou-se da cama e saiu da penumbra sem olhar para trás, entrou no banheiro ligando a ducha em seguida. Também me lavei e fomos embora sem dizer nenhuma palavra. Dias depois, ao passar pela garagem, a porta da sala se fechou às minhas costas com um estalo abafado pelo tapete pesado. O silêncio do imóvel era absoluto, desprovido do ruído habitual da família que ela fizera questão de despachar pessoalmente. O ar cheirava a cera de madeira que eu bem conhecia e a um banho tomado há poucos minutos. A privacidade daquele espaço, até então um território inacessível para os nossos negócios, agora estava inteiramente exposta. — Eles só voltam no fim do mês — disse ela, indicando a porta do quarto dela como se eu não soubesse o caminho. A postura dela buscava uma farsa de domínio, a encenação de uma anfitriã confortável em seu próprio domínio. — Achei que a nossos últimos encontros mereciam um ambiente diferente. Caminhei a seguindo pelo corredor até entrar no seu quarto, observando o movimento hipnotizante daquela bunda dentro de um short doll preto folgado e claramente sem calcinha. Após a porta do quarto também se fechar, ela se aproximou, ficou na ponta dos pés e colocou os braços nos meus ombros ficando com a boca a milimetros da minha. —Vamos as últimas parcelas — declarou ela. A voz trazia uma firmeza ensaiada, mas o olhar acompanhava o meu movimento com uma rigidez quase dolorosa. — O valor exato. Sem juros pendentes, sem prazos a vencer. Peguei ela pela cintura, com certa pressão subindo uma das mãos pelas costas e depois desci fazendo com que a minha mão a apalpasse enquanto ela fechava os olhos e soltava um suspiro pressionando o corpo dela contra o meu. O silêncio voltou a ocupar o quarto, mas ela não recuou. Em vez disso, perto do meu ouvido ela sussura com a voz trêmula. - Guardei bem a ocasião, e hoje, aqui e agora quero ser sua puta e quero que arregace o meu cuzinho virgem. A dependência dela não havia desaparecido com o fim das parcelas; apenas mudara de estado de agregação. — A dívida financeira acabou — disse ela, apertando mais o corpo dela contra o meu, baixando o tom de voz como se temesse ser ouvida pelas paredes vazias da casa. — Mas o tempo que organizamos nesses meses não precisa terminar aqui. Eu aceito ser sua mulher, sua amante, sua puta ou o que você quiser. Sou toda sua pra fazer comigo o que quiser, só quero que me foda como se não houvesse o amanhã. Pode me possuir semanalmente, aqui ou em qualquer lugar.

— Diga que não gostou de me comer!? Ela tinha uma malícia nos olhos e uma cara de safada que vi poucas vezes desde então. Ela achava que ao me trazer para a sua intimidade e me oferecer uma nova moeda, estava me manobrando, assumindo a condução do jogo ao se tornar indispensável. Passei os olhos devagar pelo quarto, segurando pelo seu corpo trêmulo absorvendo os detalhes da daquela estrutura familiar, da sua rotina, do espaço físico onde ela se sentia mais segura. Ela oferecia uma nova dependência, acreditando que me atraía para uma teia. Eu via apenas a expansão do meu raio de atuação. — Me mostre o que você tem — respondi, com a voz plana, sem qualquer pressa de sair daquela casa.
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